Em Portugal, os correios lançaram em 1963 uma série de 4 selos com a efige do santo para comemorar o tricentenário da morte deste santo. Os selos em baixo relevo de Maria Flávia Monsaraz são apenas diferenciados pela cor de fundo e pela taxa ($20, 1$00, 2$80 e 5$00). Foram impressos em Londres pelo método de rotogravação em papel liso e denteado 13 ½ x 14 ½ . Circulou durante 8 anos entre 10 de Julho de 1963 e 30 de Setembro de 1971.

Um dado interessante é que S. Vicente de Paulo faleceu em 1660 e esta série deveria ter sido lançada em 1960, aí sim, 300 anos após a sua morte. Porém, mais vale tarde do que nunca, sendo esta homenagem perfeitamente merecida.

Na França foram lançadas emissões comemorativas do tricentenário da sua morte. O mesmo aconteceu na Costa Rica, Espanha, Nicarágua e Vaticano onde foram emitidas séries referentes à efeméride. No entanto, São Vicente de Paulo não é apenas referenciado diretamente em séries mundiais, visto que a implantação das suas obras e respectivas datas e pessoas envolvidas também são tema em países como a Alemanha , Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Mônaco, Panamá, República da Irlanda, e Venezuela.

Sobre S. Vicente de Paulo

Nascido em 24 de abril de 1581 e filho de João de Paulo e Bertranda de Morais em uma aldeia chamada Pooy, localizada próximo a cidade de Dax, no sul da França. Era o terceiro filho e seu dois irmãos mais velhos ajudavam os pais na lavoura, enquanto Vicente era pastor de ovelhas e de porcos.

De família religiosa sua mãe Bertranda de Morais, era a responsável pela doutrina religiosa de seus filhos, Vicente mostrava desde pequeno, muita inteligência e grande religiosidade. Era tal sua devoção que em sua casa, no buraco de um pé de carvalho onde havia posto a imagem da Santíssima Virgem, ajoelhava-se diariamente para fazer suas orações. Aos domingos, ao lado de seus pais, ia à aldeia para assistir a missa e freqüentar o catecismo.

Com o tempo, o sr. Vigário, atento às qualidades daquele garoto, aconselhou os pais de Vicente a colocá-lo em uma escola. Logo, Vicente havia se matriculado em um colégio de padres Franciscanos na cidade Dax, onde fez os estudos básicos. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1600 e por 4 anos, continuou seus estudos recebendo o título de Doutor em Teologia.

Muitas pessoas na época gostavam de ouvir suas pregações e dentre eles, uma viúva que sabendo de sua situação financeira, deixou-lhe sua pequena herança e determinada importância em dinheiro, que estava em poderio de um comerciante em Marselha. Vicente foi até o comerciante e na volta, optou por regressar de navio, pois era o meio mais rápido e barato. Durante a viajem, seu barco foi aprisionado por piratas turcos e levados até a Turquia, onde em Tunis, foi vendido como escravo. Vicente foi vendido para um pescador, em seguida para um químico e logo para um fazendeiro que por meio de uma de suas esposas, se sensibilizou com os cânticos de Vicente propôs que fugisse para a França.

Após o seu reencontro com o Vice-Legado do Papa na cidade de Avinhão, Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente e voltou para a Igreja Católica. Vivendo na casa do Vice-Legado, o padre Vicente aproveitou a estadia nesta cidade e freqüentou a Universidade formando-se em Direito Canônico. O renegado pediu para ser admitido em um Mosteiro e tornou-se monge.

Mais tarde Padre Vicente foi morar no Palácio dos Gondi, família rica e da alta nobreza e que tinham em seu poder grandes propriedades. Lá, percebeu que o povo do campo estava abandonado e na missa dominical concitou o povo a fazer a confissão geral. Teve que arranjar outros padres para ajudá-lo nas confissões, tantos eram os que queriam confessar. Padre Vicente esteve morando com a família Gondi 5 anos. Logo, simulou a necessidade de ir a Paris.

Atendendo o chamado do padre Berulle, padre Vicente volta para morar em casa dos Gondi, onde fica mais 8 anos. Em 1618, funda a Congregação das Missões e a Confraria da Caridade. A primeira cuida da evangelização dos camponeses e a segunda daria assistência espiritual e corporal aos pobres. Em Folevile funda uma Confraria de Caridade para homens, em 23/10/1620. Em 12 de janeiro de 1633, a Congregação das Missões, surgida em 1625, recebe a Bula do Papa Urbano VIII em reconhecimento a Instituição.

No geral, sempre foram de preocupação do Padre Vicente as crianças enjeitadas e abandonadas, velhos e pobres doentes. Margarida Nasseau foi sua primeira irmã de caridade que com a orientação de Luiza de Marilac, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade. Elas eram 4 camponesas, hoje são centenas. Isto se deu em 29 de novembro de 1633.

Em 16 de junho de 1737 foi canonizado pelo papa Clemente XII, e em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.

Hoje, em Portugal e no mundo os Padres Vicentinos as Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo as Conferências Vicentinas a Juventude Mariana Vicentina e muitas outra mais Instituições, embora não tão conhecidas, continuam fiéis ao Carisma de S. Vicente de Paulo: servir os Pobres, porque eles "são os nossos senhores e mestres" e porque devemos amar a Deus "com a força dos nossos braços e à custa do suor do nosso rosto".

Padre Vicente tinha quase 80 anos quando faleceu, dia 27 de setembro de 1660. Seu corpo repousa na Capela da casa-mãe – São Lázaro, em Paris.

Texto cedido por J. Cura e adaptado por Silvio Teles
 http://www.terravista.pt/aguaalto/5847/vicente.htm
 http://www.terravista.pt/aguaalto/5847/

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