Eduardo Gomes
De Filateli
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Resumo
Nascido em Petrópolis (RJ), em 20 de setembro de 1896, estudou na Escola Militar do Realengo, no Rio. Em 1922, participou do levante do Forte de Copacabana, movimento que representou a insatisfação de setores militares com os governos e a República Velha, e que ficou conhecido como "Tenentismo". Com a vitória das forças legalistas, Gomes foi preso, mas voltou a insurgir-se em outras ocasiões, sendo detido e encarcerado várias vezes. Ingressou na Aviação; criou e dirigiu o Correio Aéreo Militar. Participou da Revolução de 30; comandou as forças da Aviação Militar Governista contra o Movimento Constitucionalista de 1932 e contra a Intentona Comunista.
Não concordando com a instauração do Estado Novo, demitiu-se do Comando do 1º Regimento de Aviação, mas aceitou, em 1941 - após ser promovido a brigadeiro - comandar as I e II Zonas Aéreas, sediadas, respectivamente, em Belém e no Recife. Era a época da II Guerra Mundial, e o novo brigadeiro desempenhou importante papel de ligação entre os Governos do Brasil e dos Estados Unidos.
No Recife, deu início à construção de bases aéreas, com apoio de recursos norte-americanos. Com o fim do Estado Novo, em 1945, foi lançado candidato a presidente da República, na legenda da União Democrática Nacional (UDN), e terminou derrotado pelo ex-ministro da Guerra, general Eurico Dutra. No pleito seguinte (1950), foi novamente candidato e, outra vez, derrotado, agora por Getúlio Vargas. Opôs-se ao presidente e foi um dos que conspiraram pelo seu afastamento. Foi, por duas vezes, ministro da Aeronáutica: no Governo Café Filho (1954-1955) e no Governo Castelo Branco (1964-1967).
O Brigadeiro Eduardo Gomes e a sua importância para o CAN
O Marechal-do-Ar Eduardo Gomes, que passou toda a história como Brigadeiro, foi consagrado pela Lei 7243, de 6 de Novembro de 1984, como Patrono da Força Aérea Brasileira, em função da sua influência marcante na Aviação Militar.
Eduardo Gomes cursou artilharia na Escola Militar do Realengo de 1915 a 1918, período no qual surgiu a aviação militar. Seu contato com a aviação se deu no Curso de Observador Aéreo, função importante para orientação dos tiros de artilharia sobre seus alvos. Também participou da Revolta do Forte de Copacabana, evento que passou para a História como a Revolta dos 18 do Forte.
Em Minas Gerais, já oficial de gabinete do Ministro da Guerra, defendeu a criação do Correio Aéreo Militar, trazendo benéficos reflexos no adestramento da aviação militar e na integração nacional. Como Tenente-Coronel, no comando do 1º Regimento de Aviação, no Campo dos Afonsos, liderou a reação contra o levante comunista ali ocorrido, o que lhe valeu merecida fama. Após tal fato, passou à supervisão geral e pessoal do Correio Aéreo Militar até integrar o Ministério da Aeronáutica criado em 1941, onde durante o período da Segunda Guerra Mundial, acumulou a função de Comandante da 2ª Zona Aérea, no Nordeste, implantando bases aéreas de vital importância aos aliados.
Com o fim da guerra, foi Ministro da Aeronáutica por dois mandatos, de 1954 a 1955 e de 1965 a 1967. Durante os seus mandatos, teve participação decisória na aquisição de diversas aeronaves para reaparelhamento da FAB, como os Fairchild C-82 "Vagões Voadores", os Lockheed C-130 Hercules e os DeHavilland C-115 Buffalo, além da criação das ERAs (Esquadrilhas de Reconhecimento e Ataque) e da criação do Grupo de Suprimento e Manutenção do Galeão.
Eduardo Gomes fez seu último vôo em 20 de Setembro de 1960, no Correio Aéreo Nacional, na aeronave Douglas C-47 2015, quando também deixou o serviço ativo por ter completado a idade limite de permanência, mas jamais olvidou a Aeronáutica e seus problemas.
Saiba Mais
Referências
- Vivas, Joaquim (site@aerofans.com.br). Portal Aerofans. Página visitada em 16 de Agosto de 2007
- Santa, Parque de Material Aeronáutico de Lagoa.Marechal-do-Ar Eduardo Gomes "Patrono da Força Aérea Brasileira". Página visitada em 16 de Agosto de 2007
- Assembléia, Legislativa Eduardo Gomes. Página visitada em 16 de Agosto de 2007


